PConstelação familiar tem contribuído para que o indivíduo entre em contato com a sua essência e seja capaz de restabelecer a harmonia na sua vida

O texto de hoje foi construído por várias mãos, além da minha.

Eu fiz minha Constelação familiar (Constelada) com Fláwia Pinhou, mas aqui no texto será colocado o relato da experiência do Advogado Rafael Loreto (Constelado) que fez a Constelação Familiar, também com Fláwia.

Convidei e solicitei nas redes sociais profissionais que fizeram a Constelação (Constelados) e aos Terapeutas que trabalham (Constelador) na área e suas experiências, obtive resposta de pessoas Mayra Melo (Constelada) e Diego Centelhas (Constelador). Profissionais bem conceituados nas suas áreas.

Inicio com a experiência de Diego Centelhas, que após fazer a Constelação como Constelado, buscou a especialização como Constelador nas Novas Constelações Familiares pelo Instituto de Madri – Espanha, com a formação em Direito Sistêmico pela Hellinger Schule e pela CUDEC Faculdade do México, membro da RED NCF – Rede mundial de Consteladores das Novas Constelações Familiares e é o introdutor das Constelações e Direito Sistêmico no Ministério Público de Pernambuco

Diego Centelhas: “Meu primeiro contato com as constelações familiares foi ainda no método antigo. Busquei como forma de terapia e autoconhecimento. Após um bom período me trabalhando, fui tomado pelo campo e decidi mudar a minha vida e me tornar Terapeuta Constelador.

A Constelação mudou minha vida. A virou do avesso. Eu trabalhava 14 horas por dia, tinha relacionamentos não sadios, estava com sobrepeso, enfim, não vivia uma vida plena e feliz. Após algum tempo com as constelações, conheci minha esposa, tive um filho, mudei de carreira. Construi uma casa e perdi peso. Hoje sou feliz no que faço, eu dou o ritmo do meu trabalho, tenho uma vida plena e próspera. A grande transformação na minha vida, foi quando fiz minha formação.

Tenho várias experiências em Constelação e são extraordinárias. É interessante que as pessoas ao se sentirem bloqueadas sem entenderem a origem e a sua abrangência busquem esta terapia para obter respostas que até se surpreendam sobre a origem do fato e de sugestão de solução que possam fluir.”

No texto abaixo, Fláwia Pinhou foi a orientadora de como desenvolver o tema, que sou leiga, de uma forma que “marinheiros de primeira viagem (como eu)” possam entender e evitar deslize sobre o assunto. Além de explicar didaticamente, ela sugeriu livros para os que buscarem conhecer mais sobre Constelação Familiar Sistêmica. Encarecidamente agradeço o carinho e a dedicação de Fláwia ao texto e sempre a minha pessoa.

Origem
A Constelação Familiar Sistêmica foi desenvolvida por Bert Hellinger que, de Soldado do exército alemão e prisioneiro de guerra a missioná rio em Durban, consagrou-se profissionalmente como sendo um dos mais notórios psicanalistas mundiais.
Após 16 anos vivendo na África do Sul, Bert mudou-se para a Alemanha, onde foi introduzido à psicanálise e passou a ter aulas de psicologia.A partir das experiências com dinâmica de grupos, terapia primal, análise transacional e vários processos de hipnose terapêutica, Bert tornou-se psicanalista e desenvolveu a sua própria abordagem da Constelação Familiar.

Definição
A definição desse processo vai muito além da capacidade de descrição das palavras. Apenas com a vivência é que se compreende a sua verdadeira grandiosidade. Conforme a própria descrição no site oficial de Bert Hellinger, “(…) a Constelação Familiar é um movimento externo de um acontecimento cósmico”. Dessa forma, pode-se observar que, no decorrer desse método, a razão e o raciocínio lógico têm papéis secundários. Ao contrário de meros fatos e argumentos objetivos, o procedimento em uma Constelação familiar é imprevisível, onde o Constelador jamais deve interferir manipulando os sentimentos para a obtenção de determinado resultado.

Conforme explicitado pela Terapeuta, Sexóloga e Coach Fláwia Pinhou, que fez sua formação com Bert Hellinger, “a prática da Constelação familiar não deve ser buscada por mera curiosidade ou modismo, mas sim pela vontade interna do indivíduo de mudar. É fundamental que o Constelador tenha responsabilidade no decorrer de todo o procedimento, mantendo uma postura respeitosa, zelosa, que aja com sobriedade e clareza, estando aberto para receber o que realmente for preciso, conforme o que é apresentado. Também, é importante destacar que tanto o Constelador, quanto o cliente (Constelado) e os participantes precisam estar inteiramente presentes consigo mesmos, permitindo que os sentimentos cheguem de modo espontâneo para que o trabalho não ocorra de forma teatral ou sim ulada”.

Desenvolvimento
Fláwia ainda acrescenta que “na Constelação familiar, segundo Hellinger, existe uma consciência inconsciente que liga os sujeitos de um sistema regido pelas seguintes “Ordens do Amor” ou “Leis Sistêmicas”:

Hierarquia: Os que chegaram depois devem respeito aos que chegaram antes.“Quem entrou primeiro em um sistema tem precedência sobre quem entrou depois. Sempre que acontece um desenvolvimento trágico em uma família, uma pessoa violou a hierarquia do tempo” (ver livro Ordens do Amor, de Ber t Hellinger);

Pertencimento: Cada um tem o mesmo direito que os demais de pertencer à sua família, independentemente de seus atos e idade. “Pertencer à nossa família é nossa necessidade básica. Esse vínculo é o nosso desejo mais profundo. A necessidade de pertencer a ela vai além até mesmo da nossa necessidade de sobreviver” (ver livro A Cura, de Bert Hellinger;

Equilíbrio: Tanto aquele que dá quanto aquele que recebe conhece a paz se o dar e o receber forem iguais.“Nós nos sentimos credores quando damos algo a alguém e devedores quando recebemos. O equilíbrio entre crédito e débito é fundamental nos relacionamentos” (ver livro A Simetria Oculta do Amor, de Bert Hellinger).

Quando se age de acordo com essas leis, a vida se amplia e os objetivos fluem. Quando não respeitadas, o resultado é a perda da vitalidade, da saúde, o fracasso nos relacionamentos, nos objetivos de vida e na profissão. Por isso, no decorrer de uma Constelação, é fundamental que se verifique quais leis podem estar sendo violadas para que o indivíduo consiga se recolocar na vida de um modo harmônico, respeitando-as”.

Fláwia ressalta, por fim, que “Hellinger aponta três tipos de consciência, cada uma com seu alcance, funcionamento e ordens. São elas:

Consciência Pessoal que está a serviço do vínculo a um grupo limitado, excluindo outros que não pertençam a esse grupo. Não apenas une, também separa. Não somente ama, também rejeita;

Consciência Coletiva que vai além da pessoal, pois também ama aqueles que foram rejeitados e excluídos dentro da família ou de grupos similares. Não exclui ninguém;

Consciência Espiritual que surgiu para Bert Hellinger recentemente. Ele observou que quando se seguem os movimentos do espírito (não no sentido espiritualista ou religioso), sabe-se que todas as pessoas são iguais e equivalentes, com todos no mesmo nível. Essa consciência vai além dos limites das outras consciências, ou seja, além da exclusão e do pertencimento, estando sempre a serviço da vida, do amor e da paz”.

Dessa forma, a Constelação familiar tem contribuído, cada vez mais, para que o indivíduo entre em contato com a sua essência e seja capaz de restabelecer a harmonia na sua vida, sabendo acolher com amor e respeito a sua própria história dentro do sistema regido pelas “Ordens do Amor”.

Vivências de constelados (pessoas que vivenciaram a Constelação)

O que lhe levou a se interessar por Constelação familiar?
Mayra Melo – A experiência que pessoas conhecidas relatavam. Não conhecia a Constelação familiar e não sabia quase nada sobre ela quando constelei pela primeira vez, mas vinha num processo de cura muito sofrido e fiquei muito impressionada com depoimentos de pessoas próximas falando sobre como era uma experiência transformadora. Daí resolvi arriscar, e foi tão incrível que hoje também recomendo a todo mundo.

Qual resultado obteve após a Constelação na sua vida?
Mayra Melo – Não dá para pensar na Constelação como algo que gera um resultado prático e palpável. Ela abre seu olhar pro todo, pro sistema familiar – na verdade, prós sistemas relacionais humanos como um todo. Participar de uma Constelação é um pouco como usar óculos: você não começa a usar óculos somente para ler um livro específico, mas para poder ver o mundo todo de maneira mais clara. A Constelação me ajudou a perceber dinâmicas que esclareceram minhas questões não por me trazer respostas d iretas, mas por me fazer entender que todos estamos respondendo tanto a um problema atual, quanto a situações que foram herdadas de relações com outras pessoas, em outros momentos de vida. É importante tentar se abrir para esse olhar abrangente e ver o problema a partir do sofrimento de cada um dos envolvidos, ao invés de focar somente no “meu” sofrimento.

Se interessou em tornar profissional no tema? Por que?
Mayra Melo – Não. Mas me interessei em vivenciar a Constelação, justamente por ficar apaixonada pela possibilidade de cultivar esse olhar mais abrangente sobre as relações.

Alguma experiência vivida que queira descrever?
Mayra Melo – Todas as minhas experiências (duas em grupo, uma individual) foram impressionantes. É algo que não dá para tentar traduzir com palavras, tem que ser vivido.

Rafael Loreto: “Cheguei até a Constelação familiar através da minha terapeuta, Flawia Pinhou, que me apresentou a abordagem. Sendo especialmente interessante pela oportunidade de autoconhecimento e, com isso, poder trabalhar os problemas da forma que se apresentam na Constelação.

Participei não só da minha própria Constelação como na de outras pessoas. Ambas as experiências geraram resultados na minha vida. Como Constelado, pude ter conhecimento das origens dos problemas que se ali apresentaram, dentro da hierarquia dos antepassados, resultando, por consequência, nas situações atuais pelas quais passava. Assim, pude trabalhar os traumas com mais foco no real problema que me afligia e que não transparecia ser daquela forma antes de constelar.

Ao participar das Constelações familiares de outras pessoas, também foi oportunizado aprender com os papéis nos quais era colocado, visto que havia, de certa forma, relação com o que eu mesmo estava passando. Além de poder ajudar o outro ser satisfatório, observar as trajetórias de vida ali traçadas também gerou um imenso aprendizado sobre hierarquia, pertencimento e equilíbrio.

Sou advogado atuante na área do Direito Empresarial e sei que há, no Brasil, aplicação da Constelação familiar na área do direito. Especialmente nos casos que envolvem Direito de Família, como divórcios, alimentos e guarda, ajudando a humanizar a prática das conciliações realizadas pelo Judiciário, inclusive elevando as estatísticas de solução dos conflitos que se apresentam.

Vale destacar que, no meio jurídico, a Constelação pode se aplicar em diversos casos de conflitos a serem solucionados, uma vez que humaniza a querela a ser resolvida, pois traz noção da situação do outro e de si mesmo às partes conflitantes. É plenamente aplicável não só na área do direito de família, mas também em questões societárias, contratuais, empresariais, de endividamento entre entes privados e pessoas físicas, além de diversas outras situações às quais se possibilitaria um entendimento entre os dois ou mais lados.

Uma experiência vivida por mim e que reflete essa complemento entre o método da Constelação e outras ciências, no caso, o Direito, foi quando atuei como participante em uma Constelação que envolvia uma situação jurídica. No ato, representei a energia do Advogado de uma das partes, sendo muito elucidativo para o Constelado, já que mostrou o que realmente se intencionava com o problema causado pelo outro, possibilitando um melhor entendimento da realidade (em decorrência dos antepassados daquela família) e como aquela situação poderia se resolver de uma forma mais equilibrada, respeitosa e humana.

A Constelação familiar é um método terapêutico muito eficaz, que deve ser levada a sério e tratada com muita atenção pelos profissionais, clientes e participantes, uma vez que todos ganham com as experiências vividas a oportunidade de trabalhar sua própria história. Assim como existe a possibilidade de ser aplicada em outros campos das ciências humanas, especialmente no que diz respeito à solução de conflitos.”

O texto aqui apresenta a Constelação Familiar Sistêmica como opção de Terapia, e como sempre reforço: as escolhas estão em nossas mãos. Assim concluo com o pensamento do Psicoterapeuta alemão e inventor das Constelações familiares, Bert Hellinger (1925): “Algumas pessoas continuam acenando para o velho trem quando o novo já estacionou na plataforma.”

Milhões de beijos iluminados,

Sugestões de Leitura:
Hellinger, Bert. Ordens do Amor. Ed. Cultix.
Hellinger, Bert. A Cura. Ed. Atman.
Hellinger, Bert. A Simetria Oculta do Amor. Ed. Cultrix.
Hellinger, Bert. O Amor do Espírito. Ed. Atman
Hellinger, Bert. Liberados Somos Concluídos. Ed. Atman

Profissionais colaboradores deste texto (mais uma vez agradeço a colaboração e o carinho de sempre)

Diego Centelhas – Terapeuta. Local: Instituto Caminho – Rua Jacó Velosino, 101, Casa Forte, Recife-PE. Contato: (81) 98200.0050 (Celular e WhatsApp) – site: www.diegocentelhas.com.br.

Fláwia Pinhou – Terapeuta, Sexóloga e Coach. Local: Avenida Engenheiro Antônio de Goes, 275, sala 502, ITC, Pina, Recife-PE – Contatos: (81) 99925-0224 (Celular e WhatsApp) – E- mail: flawiapinhou@hotmail.com.

Mayra Melo – Terapeuta floral, Taróloga e Reikiana – Local: Vidya Terapias Complementares – Av. Dantas Barreto, 324, 7o. andar, Dantas Barreto, Recife-PE. Contato: (81) 99999-5826 (Celular e WhatsApp) – E-mail: mayra.melo@gmail.com.

Rafael Loreto – Advogado atuante na área do Direito Empresarial. Contatos: (81) 991088185 (Celular e WhatsApp) – E-mail: rloreto@hotmail.com.

* Mariomar Teixeira – Numeróloga & Consultora: de Feng Shui, de 4 Pilares e de Zi Wei Dou Shu. Contatos: (81) 99807.4568 – Tim e WhatsApp / (81) 99100.9617 (Claro) – E-mail: holisticarec@gmail.com.

Formada em Secretariado na UFPE com mestrado em Extensão Rural e Desenvolvimento Local na UFRPE. Filha, esposa e mãe. Ama ler, estudar, tricotar e cozinhar. Dedica-se aos estudos de metafísica desde 1980, principalmente Numerologia. Em 1993, além de assumir um concurso público federal, também o trabalho como numeróloga é reconhecido. Colunista da Folha de Pernambuco de 1998 a 2005, coluna Numerologia. No mesmo período foi colunista da Revista Club com as colunas: Holística e Lançamento de livros. Professora e Consultora de Feng Shui desde 1997.

Texto original – Folha de Pernambuco: http://www.folhape.com.br/diversao/diversao/holistica/2018/03/01/NWS,60566,71,755,DIVERSAO,2330-CONSTELACAO-FAMILIAR-SISTEMICA-DESPERTAR-CONSCIENCIA-INTERIOR-AMPLIANDO-PARA-COLETIVO.aspx

Crédito da imagem: Céu estreladoFoto: Pixabay

1 Comment

  • Miki Williams
    Posted 13 de março de 2017 12:53 0Likes

    My French is now so much better! thank you

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